CRIANDO UMA BIBLIOTECA VIRTUAL
Fórum
de Contexto Interdisciplinar
Nas
discussões acadêmicas do Fórum proposto para o contexto desta disciplina, se
aborda na primeira semana de atividades o tema “Fórum
I - PESQUISA NA ESCOLA”
Neste
fórum, vamos falar sobre pesquisa escola.
O
fórum tem o objetivo - Refletir sobre a importância e possibilidades de pesquisa
no ambiente escolar.
Os
critérios são: Leia com atenção os dois artigos em anexo em Material de apoio e
discuta sobre os mesmos com os colegas do fórum 1(hum).
A
PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO DEVE SER BEM FUNDAMENTA NOS ARTIGOS.
É
preciso comentar as participações de pelo menos dois colegas.
Boas
discussões sobre a pesquisa na escola.
Nos dias atuais a humanidade está atravessando a
ascensão dos meios de comunicação fazendo com que a etapa técnica, científica e
informacional seja com abundância acessada facilitada o acesso às informações,
desse modo, podem ser usados como base de pesquisas: livros, revistas, artigos
científicos, enciclopédias, documentários, entrevistas, internet entre outras.
Por meio
da pesquisa escolar o aluno tem possibilidade de descobrir um mundo diferente,
coisas novas, curiosidades. Além de atuar na orientação da
construção de textos a partir do material da pesquisa, o professor deve ensinar
como retirar as partes mais importantes do conteúdo pesquisado.
A
pesquisa na escola não deve ter apenas o objetivo de ocupar o aluno, de modo
que o mesmo não fique sem fazer nada em casa, sua finalidade vai além, formar
pessoas curiosas acerca do que se passa no mundo. Assim, por meio dessa busca,
o conhecimento será construído pelo próprio educando, levando-o aos caminhos da
autonomia e construindo-se como pesquisador.
Dessa
forma, o professor tem a incumbência de gerenciar e orientar os seus alunos na
busca de informações, sua função é disponibilizar referências bibliográficas,
oferecendo melhores condições de desenvolvimento da pesquisa.
Valorizando
a pesquisa a partir dos espaços acadêmicos e na escola via-professor, o autor
Kenneth (1998), ao fazer uma abordagem sobre o acadêmico universitário e o
professor pesquisador ressalta a importância da pesquisa em ambos os segmentos
a partir de um espaço comum: a escola como laboratório. A partir do exposto,
percebe-se a necessidade de valorização da pesquisa no espaço escolar, assim
como subsídio com recursos públicos na escola, o que, consequentemente irá
despontar em qualidade da educação e suas descobertas. No caso das
escolas brasileiras, trabalha-se muito projetos relacionados a questão
curricular e bem pouco a questão educacional em torno de pesquisas voltadas
para o resgate, seja da realidade que se deseja conhecer, ou técnicas e
fórmulas que possibilite a fomentação de uma educação que se ajuste e eleve
seu padrão qualidade dentro dos moldes das novas descobertas
resultantes de experiências vivenciadas no espaço escolar.
Outro
ponto de grande relevância que o educador deve abordar é a conscientização de
que uma pesquisa não é uma mera cópia e sim uma síntese de um conjunto de
informações.
Nesta
linha de raciocínio recomendo Livros de Adilson Motta Disponíveis no
site:http://livrosmota.loja2.com.br/?Livrosmota=436EAC54-F704-4410-A7D4-1739C711F727
Eduardo
de Freitas, Graduado em Geografia e membro da Equipe Brasil Escola, produziu um
texto virtual que assegura “Os alunos, em sua maioria, não buscam respostas
para seus questionamentos acerca de diversos assuntos, quando estão resolvendo
exercícios que necessitam de uma pesquisa dentro do texto ficam desanimados e
muitas vezes desistem”.
Subtema:
Professor
Pesquisador.
“Conforme
sugestão do professor, os artigos nos permitem visualizar a prática da pesquisa
que caracteriza um professor pesquisador da Educação Básica na busca do
entendimento e da evolução do trabalho de ensinar e educar nos limites e
possibilidades das condições em que atuam. Assim, penso que o presente fórum
nos possibilita refletirmos sobre a importância na superação de dificuldades
relacionadas a pouca experiência com a escrita de trabalhos acadêmicos e da própria
atuação pedagógica, passando pelo exercício da reflexão e da capacidade do
pensamento crítico para o desenvolvimento da autonomia intelectual de forma
colaborativa, em especial, na aproximação das universidades com as escolas,
necessária tanto na formação inicial quanto na continuada. Enfim, os artigos
propostos evidenciam a importância de problematizar a função social da pesquisa
educativa frente a formação inicial e continuada de professores, tendo em vista
a superação da desarticulação entre ensino e pesquisa, para equacionar a
persistente separação teoria/prática no trabalho docente. Portanto, acho
prudente neste momento destacar o trecho de um dos artigos onde faz uma pequena
comparação sobre o ato de refletir e o de pesquisar. "...reflexão não é
sinônimo de pesquisa e o professor que reflete sobre sua prática pode produzir
conhecimento sem, necessariamente, ser um pesquisador." Haja visto que
"a relação do professor com a pesquisa não se restringe apenas ao papel de
fornecer dados que vão contribuir para o trabalho de outros investigadores, mas
deve ter como premissa a investigação crítica relativa aos problemas da
própria prática profissional."(Por Fabiano Domingos
Regini –FGF).
Subtema:
Pesquisa na escola.
Soraia
Maria De Almeida Falcão:
“convém levar em consideração o que há de
mais específico na educação. De minha parte, proponho definir esta
especificidade argumentando que, de um lado, a educação é um triplo processo;
e, de outro, que educar, educar-se, aprender, ensinar, operam sempre numa
tripla articulação. A educação é um triplo processo de humanização,
socialização e entrada numa cultura, singularização-subjetivação. Educa-se um
ser humano, o membro de uma sociedade e de uma cultura, um sujeito singular.
Podemos prestar mais atenção a uma dimensão do que a outra, mas, na realidade
do processo educacional, as três permanecem indissociáveis” (Charlot, 2006,
p.15). A partir da leitura de Charlot, o triplo processo de educar se dá no
momento em que, eu como professor me proponho a aprender. Não só penso que
educo, mas que me educo.
Na réplica:
Fabiano
Domingos Regini: “Realmente
Soraia, a citação trazida por você nos leva a refletir nos pressupostos que
devemos ter em mente quando direcionamos nossas atividades em sala de aula,
haja visto que, penso eu, temos que ter em mente que este processo está
incorporado no ‘triplo processo’ destacado nesta citação”.
César
Augusto Venâncio da Silva (FGF – UNIMES).
Sem
entrar no mérito do discurso de que a escola pública não oferece condições de
trabalho ao docente, acredito, e esta é a minha prática (César Augusto Venâncio
da Silva)que se faz necessário, sempre que possível, que o professor desenvolva
um roteiro esquemático para que seus alunos possam desenvolver pesquisas
relacionado com o conteúdo, a fim de contribuir na construção da sua
aprendizagem. A pesquisa pode ser um grande instrumento na construção do
conhecimento do aluno, por isso.
Preliminarmente
é importante refletir na assertiva “a citação trazida por você nos leva a
refletir nos pressupostos que devemos ter em mente quando direcionamos nossas
atividades em sala de aula...”, CITADA POR Fabiano Regini.
O
aluno de 1980, 1990, 2000, TINHA UMA VISÃO ESPECULATIVA DO SER, E POR QUÊ. Observo,
que de 2010 até os dias atuais, o aluno desta geração é desmotivado e muitos
fora de contexto da real função da escola. Nos anos de 1980-1990, podemos
sugerir que o aluno era daquele que sempre estava a questionar.
O que é isso?
O que é aquilo?
Faziam essas perguntas várias
vezes todos os dias. A época, eu era professor de fato (sem titulação de
professor), estudava na universidade e dava aulas para complementação de renda.
Logo tinha que estudar mais, e mais, precisava saber a definição das palavras e
entender como elas se aplicam na nossa vida. Porém não bastava qualquer
resposta. Ela tem que ser simples objetiva e prática.
Assim, Fabiano
Domingos, em sua expressão bem estruturada, diz “a prática da
pesquisa que caracteriza um professor pesquisador da Educação Básica na busca
do entendimento e da evolução do trabalho de ensinar e educar nos limites
e possibilidades das condições em que atuam. Assim, penso que o presente fórum
nos possibilita refletirmos sobre a importância na superação de dificuldades
relacionadas a pouca experiência com a escrita de trabalhos acadêmicos e da própria
atuação pedagógica, passando pelo exercício da reflexão e da capacidade do
pensamento crítico para o desenvolvimento da autonomia intelectual de forma
colaborativa, em especial, na aproximação das universidades com as escolas,
necessária tanto na formação inicial quanto na continuada”.
Com base no contexto anterior, de
pronto sou levado a fixar a ideia de que devemos estar sempre prontos para estabelecer um nexo dialético
em sala de aula, em particular no contexto: “O que é”.
E ai a pesquisa escolar é
extremamente importante, POIS, de repente nos deparamos com o “Quer saber”, por
exemplo: o que é pronome, carboidrato, campo elétrico, aquecimento global,
inflação, urbanização, ditadura, potenciação e diversos outros temas do ensino
fundamental e médio. De outro lado, a pesquisa leva o aluno e o professor, a desenvolver,
colaborar, reproduzir, refutar, ampliar, detalhar, atualizar, algum
conhecimento pré-existente, servindo basicamente tanto para o indivíduo ou
grupo de indivíduos que a realiza quanto para a sociedade na qual esta se
desenvolve. A pesquisa escolar é no meu entender a atividade regular definida
como o conjunto de atividades orientadas e planejadas pela busca de um
conhecimento.
O melhor caminho é a pesquisa. Obviamente
estruturada dentro de uma metodologia cientifica que organize o conhecimento
para o uso prático.
Por fim, uma pesquisa ou
investigação, é um processo sistemático para a construção do conhecimento
humano, gerando novos conhecimentos.
Dissertação
Interdisciplinar.
A
pesquisa, além de ser uma via para a construção de conhecimento e informações
são base para o progresso humano no mundo científico, tecnológico e
cultural. Os Estados Unidos investem em pesquisa e desenvolvimento 2,7% de seu
PIB, o Japão - 3,1%, o Brasil, 1,09%.
Reflexões.
Vivemos
uma realidade que penso pode ser mudada, na contra mão da história os níveis de
escolarização de base aumentam, mas as desigualdades sociais no acesso ao saber
agravam-se. Agravam-se porque se pede à escola pública de base incluir
populações que a lógica neoliberal leva, paralelamente, à exclusão ou à
marginalização. Agravam-se porque a escola pública deve enfrentar essa
contradição sem receber, entretanto, os investimentos devidos, quer em termos
financeiros, quer em termos de formação, quer em termos de pesquisas e
inovações pedagógicas. Agravam-se porque os jovens estão cada vez mais
escolarizados em instituições diferentes, dependendo do estatuto
sócio-econômico de seus pais. Constata-se assim o desenvolvimento de redes
educativas cada vez mais diferenciadas e hierarquizadas. Nessas redes, a escola
pública deve receber as populações mais frágeis, nas condições mais difíceis.
Portanto, percebe-se que a educação de base (que ainda nem está providenciada
em muitos países), seguida pelos alunos durante muito tempo, está acompanhada
por um fracasso maciço (analfabetismo, evasão, atraso, etc). Entretanto, é preciso
observar que a escola pública resiste e, em muitos lugares, luta, inova,
renova-se em si mesma.
A
importância do próprio saber pesquisar, neste trabalho apresentado aqui na
sala, dar-se-á a partir do momento que se busca entender entre outros conceitos
sugeridos no texto do TRABALHO DE PESQUISA APRESENTADO PELA DISCIPLINA, à
posição do intelectual pensador: Bernard Charlot, durante o II Fórum Social
Mundial pelo Fórum Mundial de Educação.
Obviamente
aqui não será possível apresentar as análises, conclusões e principais
propostas do Fórum Mundial de Educação (FME), realizado em Porto Alegre, de 24
a 27 de outubro de 2001.
Basicamente
os temas das conferências e dos debates permitem perceber as orientações do
FME. Quatro conferências plenárias abordaram os temas seguintes: “educação como
direito”, “educação, trabalho e tecnologia”, “educação e culturas”, “educação,
transformação e utopias”. Aconteceram também quatro debates “especiais” sobre a
educação em relação aos órgãos internacionais, à sociedade da informação, à
educação popular e os movimentos de resistência
às políticas neoliberais.
Reafirmo
que é impossível resumir a totalidade das idéias trocadas durante esses quatro
dias.
O
princípio de base afirmado pelo FME é aquele que conclui a Carta redigida
durante o Fórum: “a educação pública para todos como direito social
inalienável, garantida e financiada pelo Estado, irredutível à condição de
mercadoria e serviço, na perspectiva de uma sociedade solidária, radicalmente
democrática, igualitária e justa”.
Logo,
o aluno pesquisador, que se integra na cultura geral se conduz de forma a ter e
a ser um cidadão a serviço de uma sociedade solidária, radicalmente
democrática, igualitária e justa. Dentro desta visão, logo se opõe à lógica da
globalização neoliberal e, não se pode defender uma educação voltada somente
(pensada e organizada prioritariamente) em uma lógica econômica e como
preparação ao mercado do trabalho. Deixa assim, os indivíduos incapazes de
pensar. A sociedade deve sim ser preparada para as ciências humanas, exatas e
biomédicas. O contexto filosófico do saber pensar, passa necessariamente pela
necessidade de “saber pesquisar e interagir no contexto”.
Finalizando
aproveito para replicar o pensamento de diversos pensadores aberto em
seminários transcontinentais. A pesquisa na prática da escola, entre outros
temas importantes leva a compreensão da necessidade de serem respeitados os
princípios de base de uma educação democrática na sociedade contemporânea:
Uma
educação para o respeito dos direitos do homem e da dignidade de si mesmo e dos
outros: contra a violência, a opressão, a droga...; logo, uma educação aos valores
universais: liberdade, igualdade, solidariedade, paz, saber
Uma
educação que reconhece as diferenças culturais e que as respeita e as leva em
conta (se estas não se opuserem ao direito à dignidade nem aos direitos do
sujeito)
Uma
educação que respeita os direitos da criança (definidos em cartas
internacionais), principalmente seu direito à expressão
Uma
educação que se inscreve na perspectiva do desenvolvimento sustentável e
solidário, portanto, uma educação ambiental e uma educação ao conhecimento e ao
respeito do patrimônio
Uma
educação que garante a alfabetização de todos (inclusive dos adultos
analfabetos)
Uma
educação para o pensamento crítico e racional, que protege contra todas as
formas de fundamentalismo, entreguismo, populismo demagógico
Uma
educação que leva em consideração as evoluções científicas e tecnológicas;
logo, uma educação que, junto com o acesso aos livros (que permanecem
insubstituíveis), garante o acesso ao computador e às redes telemáticas
(Internet) — porém, sem cair em ilusões como as referidas acima, nem confundir
acesso à informação e acesso ao saber
Uma
educação que leva em conta todas as dimensões do ser humano, portanto, também o
corpo (educação à saúde, educação sexual), a sensibilidade e o imaginário
(educação à arte)
Uma
educação para a cidadania e para a paz, que desenvolve a consciência dos
direitos e deveres do cidadão, que constrói sentimentos de pertencimento, que
abre a criança sobre sua cultura, mas também sobre outras culturas, que educa
para a tolerância e gestão dos conflitos e dos antagonismos através da palavra
e do debate e não através da violência, que permite superar o abandono, a
pulverização relacional e a violência difusa engendrados por uma urbanização
desnorteada e sem acompanhamento educativo; o ensino das línguas estrangeiras
deve contribuir para essa educação para a paz.
É
fundamental ressaltar que os excluídos (pobres, minorias, comunidades,
indígenas...) não devem ser apenas beneficiários da educação, mas devem
participar ativamente, através do debate público e da discussão das opiniões e
dos interesses, da formulação, da execução e do controle das políticas
educativas. Estas não devem ser a preocupação apenas dos dirigentes (com o
risco de uma submissão da educação a interesses particulares), nem dos
educadores (com o risco de corporativismo), nem das comunidades (com o risco de
um isolamento comunitário que prejudique o próprio jovem), mas devem pertencer
ao campo do debate público contraditório, participativo, democrático.