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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Fórum de Contexto Interdisciplinar “Fórum I - PESQUISA NA ESCOLA”

CRIANDO UMA BIBLIOTECA VIRTUAL



Fórum de Contexto Interdisciplinar
Nas discussões acadêmicas do Fórum proposto para o contexto desta disciplina, se aborda na primeira semana de atividades o tema “Fórum I - PESQUISA NA ESCOLA
Neste fórum, vamos falar sobre pesquisa escola.
O fórum tem o objetivo - Refletir sobre a importância e possibilidades de pesquisa no ambiente escolar.
Os critérios são: Leia com atenção os dois artigos em anexo em Material de apoio e discuta sobre os mesmos com os colegas do fórum 1(hum).
A PRIMEIRA PARTICIPAÇÃO DEVE SER BEM FUNDAMENTA NOS ARTIGOS.
É preciso comentar as participações de pelo menos dois colegas.
Boas discussões sobre a pesquisa na escola. 
Nos dias atuais a humanidade está atravessando a ascensão dos meios de comunicação fazendo com que a etapa técnica, científica e informacional seja com abundância acessada facilitada o acesso às informações, desse modo, podem ser usados como base de pesquisas: livros, revistas, artigos científicos, enciclopédias, documentários, entrevistas, internet entre outras.
Por meio da pesquisa escolar o aluno tem possibilidade de descobrir um mundo diferente, coisas novas, curiosidades. Além de atuar na orientação da construção de textos a partir do material da pesquisa, o professor deve ensinar como retirar as partes mais importantes do conteúdo pesquisado.
A pesquisa na escola não deve ter apenas o objetivo de ocupar o aluno, de modo que o mesmo não fique sem fazer nada em casa, sua finalidade vai além, formar pessoas curiosas acerca do que se passa no mundo. Assim, por meio dessa busca, o conhecimento será construído pelo próprio educando, levando-o aos caminhos da autonomia e construindo-se como pesquisador.
Dessa forma, o professor tem a incumbência de gerenciar e orientar os seus alunos na busca de informações, sua função é disponibilizar referências bibliográficas, oferecendo melhores condições de desenvolvimento da pesquisa.
Valorizando a pesquisa a partir dos espaços acadêmicos e na escola via-professor, o autor Kenneth (1998), ao fazer uma abordagem sobre o acadêmico universitário e o professor pesquisador ressalta a importância da pesquisa em ambos os segmentos a partir de um espaço comum: a escola como laboratório. A partir do exposto, percebe-se a necessidade de valorização da pesquisa no espaço escolar, assim como subsídio com recursos públicos na escola, o que, consequentemente irá despontar em qualidade da educação e suas descobertas.  No caso das escolas brasileiras, trabalha-se muito projetos relacionados a questão curricular e bem pouco a questão educacional em torno de pesquisas voltadas para o resgate, seja da realidade que se deseja conhecer, ou técnicas e fórmulas que possibilite a fomentação de uma educação que se ajuste e eleve seu  padrão qualidade   dentro dos moldes das novas descobertas resultantes de experiências vivenciadas no espaço escolar.
Outro ponto de grande relevância que o educador deve abordar é a conscientização de que uma pesquisa não é uma mera cópia e sim uma síntese de um conjunto de informações.
Nesta linha de raciocínio recomendo Livros de Adilson Motta Disponíveis no site:http://livrosmota.loja2.com.br/?Livrosmota=436EAC54-F704-4410-A7D4-1739C711F727
Eduardo de Freitas, Graduado em Geografia e membro da Equipe Brasil Escola, produziu um texto virtual que assegura “Os alunos, em sua maioria, não buscam respostas para seus questionamentos acerca de diversos assuntos, quando estão resolvendo exercícios que necessitam de uma pesquisa dentro do texto ficam desanimados e muitas vezes desistem”.
Subtema:         Professor Pesquisador.
“Conforme sugestão do professor, os artigos nos permitem visualizar a prática da pesquisa que caracteriza um professor pesquisador da Educação Básica na busca do entendimento e da evolução do trabalho de ensinar e educar nos limites e possibilidades das condições em que atuam. Assim, penso que o presente fórum nos possibilita refletirmos sobre a importância na superação de dificuldades relacionadas a pouca experiência com a escrita de trabalhos acadêmicos e da própria atuação pedagógica, passando pelo exercício da reflexão e da capacidade do pensamento crítico para o desenvolvimento da autonomia intelectual de forma colaborativa, em especial, na aproximação das universidades com as escolas, necessária tanto na formação inicial quanto na continuada. Enfim, os artigos propostos evidenciam a importância de problematizar a função social da pesquisa educativa frente a formação inicial e continuada de professores, tendo em vista a superação da desarticulação entre ensino e pesquisa, para equacionar a persistente separação teoria/prática no trabalho docente. Portanto, acho prudente neste momento destacar o trecho de um dos artigos onde faz uma pequena comparação sobre o ato de refletir e o de pesquisar. "...reflexão não é sinônimo de pesquisa e o professor que reflete sobre sua prática pode produzir conhecimento sem, necessariamente, ser um pesquisador." Haja visto que "a relação do professor com a pesquisa não se restringe apenas ao papel de fornecer dados que vão contribuir para o trabalho de outros investigadores, mas deve ter como premissa a investigação crítica relativa aos problemas da própria prática profissional."(Por Fabiano Domingos Regini –FGF).
Subtema:         Pesquisa na escola.
Soraia Maria De Almeida Falcão:   “convém levar em consideração o que há de mais específico na educação. De minha parte, proponho definir esta especificidade argumentando que, de um lado, a educação é um triplo processo; e, de outro, que educar, educar-se, aprender, ensinar, operam sempre numa tripla articulação. A educação é um triplo processo de humanização, socialização e entrada numa cultura, singularização-subjetivação. Educa-se um ser humano, o membro de uma sociedade e de uma cultura, um sujeito singular. Podemos prestar mais atenção a uma dimensão do que a outra, mas, na realidade do processo educacional, as três permanecem indissociáveis” (Charlot, 2006, p.15). A partir da leitura de Charlot, o triplo processo de educar se dá no momento em que, eu como professor me proponho a aprender. Não só penso que educo, mas que me educo.
Na réplica:
Fabiano Domingos Regini:  Realmente Soraia, a citação trazida por você nos leva a refletir nos pressupostos que devemos ter em mente quando direcionamos nossas atividades em sala de aula, haja visto que, penso eu, temos que ter em mente que este processo está incorporado no ‘triplo processo’ destacado nesta citação”.
César Augusto Venâncio da Silva (FGF – UNIMES).
Sem entrar no mérito do discurso de que a escola pública não oferece condições de trabalho ao docente, acredito, e esta é a minha prática (César Augusto Venâncio da Silva)que se faz necessário, sempre que possível, que o professor desenvolva um roteiro esquemático para que seus alunos possam desenvolver pesquisas relacionado com o conteúdo, a fim de contribuir na construção da sua aprendizagem. A pesquisa pode ser um grande instrumento na construção do conhecimento do aluno, por isso.
Preliminarmente é importante refletir na assertiva “a citação trazida por você nos leva a refletir nos pressupostos que devemos ter em mente quando direcionamos nossas atividades em sala de aula...”, CITADA POR Fabiano Regini.
O aluno de 1980, 1990, 2000, TINHA UMA VISÃO ESPECULATIVA DO SER, E POR QUÊ. Observo, que de 2010 até os dias atuais, o aluno desta geração é desmotivado e muitos fora de contexto da real função da escola. Nos anos de 1980-1990, podemos sugerir que o aluno era daquele que sempre estava a questionar.
O que é isso?
O que é aquilo?
Faziam essas perguntas várias vezes todos os dias. A época, eu era professor de fato (sem titulação de professor), estudava na universidade e dava aulas para complementação de renda. Logo tinha que estudar mais, e mais, precisava saber a definição das palavras e entender como elas se aplicam na nossa vida. Porém não bastava qualquer resposta. Ela tem que ser simples objetiva e prática.
Assim, Fabiano Domingos, em sua expressão bem estruturada, diz “a prática da pesquisa que caracteriza um professor pesquisador da Educação Básica na busca do entendimento e da evolução do trabalho de ensinar e educar nos limites e possibilidades das condições em que atuam. Assim, penso que o presente fórum nos possibilita refletirmos sobre a importância na superação de dificuldades relacionadas a pouca experiência com a escrita de trabalhos acadêmicos e da própria atuação pedagógica, passando pelo exercício da reflexão e da capacidade do pensamento crítico para o desenvolvimento da autonomia intelectual de forma colaborativa, em especial, na aproximação das universidades com as escolas, necessária tanto na formação inicial quanto na continuada”.
Com base no contexto anterior, de pronto sou levado a fixar a ideia de que devemos estar  sempre prontos para estabelecer um nexo dialético em sala de aula, em particular no contexto:  “O que é”.
E ai a pesquisa escolar é extremamente importante, POIS, de repente nos deparamos com o “Quer saber”, por exemplo: o que é pronome, carboidrato, campo elétrico, aquecimento global, inflação, urbanização, ditadura, potenciação e diversos outros temas do ensino fundamental e médio. De outro lado, a pesquisa leva o aluno e o professor, a desenvolver, colaborar, reproduzir, refutar, ampliar, detalhar, atualizar, algum conhecimento pré-existente, servindo basicamente tanto para o indivíduo ou grupo de indivíduos que a realiza quanto para a sociedade na qual esta se desenvolve. A pesquisa escolar é no meu entender a atividade regular definida como o conjunto de atividades orientadas e planejadas pela busca de um conhecimento.
O melhor caminho é a pesquisa. Obviamente estruturada dentro de uma metodologia cientifica que organize o conhecimento para o uso prático.
Por fim, uma pesquisa ou investigação, é um processo sistemático para a construção do conhecimento humano, gerando novos conhecimentos.
Dissertação Interdisciplinar.
A pesquisa, além de ser uma via para a construção de conhecimento  e informações são  base para o progresso humano no mundo científico, tecnológico e cultural. Os Estados Unidos investem em pesquisa e desenvolvimento 2,7% de seu PIB, o Japão  - 3,1%, o Brasil, 1,09%.

Reflexões.


Vivemos uma realidade que penso pode ser mudada, na contra mão da história os níveis de escolarização de base aumentam, mas as desigualdades sociais no acesso ao saber agravam-se. Agravam-se porque se pede à escola pública de base incluir populações que a lógica neoliberal leva, paralelamente, à exclusão ou à marginalização. Agravam-se porque a escola pública deve enfrentar essa contradição sem receber, entretanto, os investimentos devidos, quer em termos financeiros, quer em termos de formação, quer em termos de pesquisas e inovações pedagógicas. Agravam-se porque os jovens estão cada vez mais escolarizados em instituições diferentes, dependendo do estatuto sócio-econômico de seus pais. Constata-se assim o desenvolvimento de redes educativas cada vez mais diferenciadas e hierarquizadas. Nessas redes, a escola pública deve receber as populações mais frágeis, nas condições mais difíceis. Portanto, percebe-se que a educação de base (que ainda nem está providenciada em muitos países), seguida pelos alunos durante muito tempo, está acompanhada por um fracasso maciço (analfabetismo, evasão, atraso, etc). Entretanto, é preciso observar que a escola pública resiste e, em muitos lugares, luta, inova, renova-se em si mesma.

A importância do próprio saber pesquisar, neste trabalho apresentado aqui na sala, dar-se-á a partir do momento que se busca entender entre outros conceitos sugeridos no texto do TRABALHO DE PESQUISA APRESENTADO PELA DISCIPLINA, à posição do intelectual pensador: Bernard Charlot, durante o II Fórum Social Mundial pelo Fórum Mundial de Educação.
Obviamente aqui não será possível apresentar as análises, conclusões e principais propostas do Fórum Mundial de Educação (FME), realizado em Porto Alegre, de 24 a 27 de outubro de 2001.
Basicamente os temas das conferências e dos debates permitem perceber as orientações do FME. Quatro conferências plenárias abordaram os temas seguintes: “educação como direito”, “educação, trabalho e tecnologia”, “educação e culturas”, “educação, transformação e utopias”. Aconteceram também quatro debates “especiais” sobre a educação em relação aos órgãos internacionais, à sociedade da informação, à educação popular e os movimentos de resistência  às políticas neoliberais.
Reafirmo que é impossível resumir a totalidade das idéias trocadas durante esses quatro dias.
O princípio de base afirmado pelo FME é aquele que conclui a Carta redigida durante o Fórum: “a educação pública para todos como direito social inalienável, garantida e financiada pelo Estado, irredutível à condição de mercadoria e serviço, na perspectiva de uma sociedade solidária, radicalmente democrática, igualitária e justa”.

Logo, o aluno pesquisador, que se integra na cultura geral se conduz de forma a ter e a ser um cidadão a serviço de uma sociedade solidária, radicalmente democrática, igualitária e justa. Dentro desta visão, logo se opõe à lógica da globalização neoliberal e, não se pode defender uma educação voltada somente (pensada e organizada prioritariamente) em uma lógica econômica e como preparação ao mercado do trabalho. Deixa assim, os indivíduos incapazes de pensar. A sociedade deve sim ser preparada para as ciências humanas, exatas e biomédicas. O contexto filosófico do saber pensar, passa necessariamente pela necessidade de “saber pesquisar e interagir no contexto”.

Finalizando aproveito para replicar o pensamento de diversos pensadores aberto em seminários transcontinentais. A pesquisa na prática da escola, entre outros temas importantes leva a compreensão da necessidade de serem respeitados os princípios de base de uma educação democrática na sociedade contemporânea:
Uma educação para o respeito dos direitos do homem e da dignidade de si mesmo e dos outros: contra a violência, a opressão, a droga...; logo, uma educação aos valores universais: liberdade, igualdade, solidariedade, paz, saber
Uma educação que reconhece as diferenças culturais e que as respeita e as leva em conta (se estas não se opuserem ao direito à dignidade nem aos direitos do sujeito)
Uma educação que respeita os direitos da criança (definidos em cartas internacionais), principalmente seu direito à expressão
Uma educação que se inscreve na perspectiva do desenvolvimento sustentável e solidário, portanto, uma educação ambiental e uma educação ao conhecimento e ao respeito do patrimônio
Uma educação que garante a alfabetização de todos (inclusive dos adultos analfabetos)
Uma educação para o pensamento crítico e racional, que protege contra todas as formas de fundamentalismo, entreguismo, populismo demagógico
Uma educação que leva em consideração as evoluções científicas e tecnológicas; logo, uma educação que, junto com o acesso aos livros (que permanecem insubstituíveis), garante o acesso ao computador e às redes telemáticas (Internet) — porém, sem cair em ilusões como as referidas acima, nem confundir acesso à informação e acesso ao saber
Uma educação que leva em conta todas as dimensões do ser humano, portanto, também o corpo (educação à saúde, educação sexual), a sensibilidade e o imaginário (educação à arte)
Uma educação para a cidadania e para a paz, que desenvolve a consciência dos direitos e deveres do cidadão, que constrói sentimentos de pertencimento, que abre a criança sobre sua cultura, mas também sobre outras culturas, que educa para a tolerância e gestão dos conflitos e dos antagonismos através da palavra e do debate e não através da violência, que permite superar o abandono, a pulverização relacional e a violência difusa engendrados por uma urbanização desnorteada e sem acompanhamento educativo; o ensino das línguas estrangeiras deve contribuir para essa educação para a paz.
É fundamental ressaltar que os excluídos (pobres, minorias, comunidades, indígenas...) não devem ser apenas beneficiários da educação, mas devem participar ativamente, através do debate público e da discussão das opiniões e dos interesses, da formulação, da execução e do controle das políticas educativas. Estas não devem ser a preocupação apenas dos dirigentes (com o risco de uma submissão da educação a interesses particulares), nem dos educadores (com o risco de corporativismo), nem das comunidades (com o risco de um isolamento comunitário que prejudique o próprio jovem), mas devem pertencer ao campo do debate público contraditório, participativo, democrático.

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